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Só conheço aquilo que passou pela minha atenção!
Pense nisso! Falam tanto em Era do Conhecimento, mas a obtenção desse precioso elemento só acontece depois que nos atentamos ao que lhe dá sustentação. Isso quer dizer que a informação que nos gera novos conhecimentos só cumpre seu papel se antes tivermos lhe dado ATENÇÃO. Sim, a atenção precede o conhecimento! Se não captamos com nossos sentidos, se não nos atentamos, se deixamos de perceber, a “coisa” passa e não ficamos nem sabendo, quanto mais conhecendo.
Se realmente estamos na Era do conhecimento e o fato de estarmos detendo esse recurso cada vez mais valioso determina nosso sucesso e evolução, isso significa que sermos mais atentos e capazes de conduzir nossa atenção é algo ainda mais precioso para nosso futuro. Porém, por considerarmos isso algo “natural”, como se tivéssemos nascido especialistas em gestão da atenção, deixamos de lado o fato de termos de nos atentar à própria atenção e vamos gerindo-a como se fossemos grandes gerentes de atenção. Só que a verdade é bem outra. Somos gestores amadores de nossa atenção!
O que você faz quando tem um recurso raro e precioso em suas mãos? O usa de modo desleixado, desperdiçado e pouco efetivo? Não! Você dedica a ele totalmente buscando obter o máximo de contribuição possível.
Imagine-se no deserto com um cantil cheio de água e a dezenas de quilômetros de distância da próxima fonte de água. Como irá tratar essa água que possui? Pois então, em termos da atenção, podemos pensar que ela é um cantil, ou seja, ela tem uma limitação de amplitude, uma capacidade definida, e precisamos ser dirigentes de modo a que essa estreita faixa de nossa atenção seja aproveitada de modo efetivo e potencializado.
Para que você tenha uma idéia melhor dessa limitação de amplitude, vamos analisar uma informação que nos é passada pelo neurofisiologista JOE DISPENZA(2007): “nossos cinco sentidos criam um fluxo de informações de vários bilhões de bits por segundo. Porém, nossa consciência é capaz de processar algo em torno de 0,00005% do que recebemos a cada segundo”. Esse pequeno percentual representa o que nossa atenção retém e que se torna a base de nossa “história de mundo”.
O que somos, entendemos, acreditamos e apreendemos vem desse ínfimo % de informações que nossa atenção foi capaz de reter e colocar à disposição de nossa consciência. Se nossa seleção do que entra em nossa atenção é feita de modo “amador”, perdemos informações preciosas e ficamos limitados a crescer com o que nossa atenção reteve, sendo isso bom ou ruim. Por isso precisamos dar mais atenção à nossa atenção! Atentos, fazemos escolhas de nossos focos, do que iremos considerar e do que vamos desprezar, ou pelo menos do que desprezamos por considerar não ser tão relevante quanto o que retivemos em nossa atenção.
Isso se chama GESTÃO. Mais especificamente, GESTÃO DA ATENÇÃO!
O que é isso? Como isso funciona? Que elementos estão envolvidos? O que preciso saber e fazer para que me tornar menos amador? Enfim, as várias perguntas surgem em um turbilhão e ficamos nos perguntando por que nunca nos atentamos a isso! A resposta, passa necessariamente pela constatação de que não somos bons gestores da atenção, mas poderemos ser. Só que isso é assunto para outra conversa!
Por: Henrique Castelo Branco | 18/05/2010
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